VÍNCULO MÃE–BEBÊ EM RECÉM-NASCIDOS PREMATUROS HOSPITALIZADOS: UM ESTUDO FENOMENOLÓGICO
DOI:
https://doi.org/10.29393/CE31-31MHGY20031Palavras-chave:
Recém-Nascido Prematuro, Unidades de Terapia Intensiva Neonatal, Relações Mãe-Filho, Vínculo afetivo, Enfermagem Neonatal, Estudo fenomenológicoResumo
Objetivo: Compreender as experiências de vínculo mãe-filho vividas por mães de recém-nascidos prematuros hospitalizados em unidades de terapia intensiva neonatal (UTIN). Material e Métodos: Estudo qualitativo fenomenológico, fundamentado no método de análise proposto por Colaizzi. Realizaram-se entrevistas semiestruturadas em profundidade com 10 mães de recém-nascidos prematuros (<37 semanas) com internação hospitalar ?7 dias em dois hospitais públicos do Caribe colombiano. As entrevistas foram realizadas em dois momentos: na alta hospitalar e um mês após a alta do recém-nascido. Aplicaram-se critérios de rigor metodológico segundo Lincoln e Guba. Resultados: A análise revelou cinco unidades temáticas centrais: (1) um vínculo que se inicia no meio do medo diante do nascimento prematuro; (2) barreiras físicas e emocionais do ambiente hospitalar que restringem o contato mãe-filho; (3) a descoberta gradual do papel materno por meio de pequenos cuidados autorizados na UTIN; (4) a reconstrução progressiva do vínculo no domicílio após a alta, sustentada pelo contato contínuo e pelos aprendizados cotidianos; e (5) uma transformação emocional da maternidade, em que a resiliência coexiste com sequelas psicológicas como ansiedade ou sentimento de culpa. Conclusões: O contexto hospitalar pode dificultar a formação inicial do vínculo afetivo mãe-filho. Recomenda-se institucionalizar práticas humanizadas na UTIN, contato pele a pele precoce, participação ativa das mães no cuidado e acompanhamento psicoemocional pós-alta, para proteger e fortalecer esse vínculo.
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