O PAPEL MODERADOR DO CAPITAL PSICOLÓGICO E DO APOIO ORGANIZACIONAL NO CONFLITO TRABALHO-FAMÍLIA E NO BEM-ESTAR DE ENFERMEIRAS

Autores

  • Ana Santana-Ruiz University of Algarve, Lisboa, Portugal.
  • João Ribeiro-Viseu University of Évora, Lisboa, Portugal.
  • Cristian Cifuentes-Tinjaca Universidad Nacional de Colombia, Bogotá, Colombia.
  • António Esteves-Rosinha Institute of Intercultural and Transdisciplinary Studies, Almada, Lisboa, Portugal.

DOI:

https://doi.org/10.29393/CE31-37MRSE40037

Palavras-chave:

Bem-Estar Psicológico, Conflito Trabalho-Família, Engajamento no Trabalho, Atenção Primária à Saúde, Enfermagem do Trabalho

Resumo

Objetivo: Com base na Teoria das Demandas e Recursos de Trabalho, este estudo examinou se os recursos
individuais de trabalho (capital psicológico positivo) e os recursos organizacionais (suporte organizacional percebido) moderam a relação entre as demandas de trabalho (conflito trabalho-família) e o resultado desejado no trabalho (bem-estar psicológico). Material e Método: Estudo transversal, descritivo, comparativo, correlacional e confirmatório, com amostragem de conveniência não probabilística,
incluindo 40 enfermeiras de cuidados primários de Portugal. Os dados foram coletados meio do EuSurvey
entre julho e setembro de 2024. Para a coleta de dado, foram utilizasos seis instrumentos culturalmente validados e adaptados, com níveis adequados de confiabilidade: 1) questionário sociodemográfico para identificar características gerais, contexto profissional e familiar; 2) Escala de Conflito Trabalho-Família de Carlson et al.; 3) Escala adaptada por Santos e Gonçalves para medir o suporte organizacional percebido; 4) Escala de engajamento no trabalho de Utrecht (UWES-9) de Schaufeli e Bakker; 5) Escala Compound PsyCap (CPC-12) de Lorenz et al. para medir o capital psicológico; e 6) Escala Ryff para avaliar o bemestar psicológico. Resultados: A maiora dos participantes foram mulheres com mais de 51 anos, em um relacionamento, com filhos, que trabalhavam de tempo integral, e das quais 50% possuíam rede de apoio. Apenas o capital psicológico moderou a relação entre o conflito trabalho-família e o bem-estar psicológico. Conclusões: Enfermeiras sem rede de apoio relataram níveis mais altos de conflito trabalhofamília, enquanto aquelas com apoio social apresentaram maiores níveis de bem-estar psicológico e suporte organizacional percebido. Esses resultados evidenciam a necessidade crítica de implementar intervenções organizacionais que promovam o desenvolvimento do capital psicológico, como programas voltados ao fortalecimento da autoeficácia, resiliência, otimismo e esperança.

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Publicado

2025-12-21

Como Citar

1.
Santana-Ruiz A, Ribeiro-Viseu J, Cifuentes-Tinjaca C, Esteves-Rosinha A. O PAPEL MODERADOR DO CAPITAL PSICOLÓGICO E DO APOIO ORGANIZACIONAL NO CONFLITO TRABALHO-FAMÍLIA E NO BEM-ESTAR DE ENFERMEIRAS. Cienc enferm [Internet]. 21º de dezembro de 2025 [citado 10º de janeiro de 2026];31:1-13. Disponível em: https://revistas.udec.cl/index.php/cienciayenfermeria/article/view/21830

Edição

Seção

Investigaciones