O PAPEL MODERADOR DO CAPITAL PSICOLÓGICO E DO APOIO ORGANIZACIONAL NO CONFLITO TRABALHO-FAMÍLIA E NO BEM-ESTAR DE ENFERMEIRAS
DOI:
https://doi.org/10.29393/CE31-37MRSE40037Palavras-chave:
Bem-Estar Psicológico, Conflito Trabalho-Família, Engajamento no Trabalho, Atenção Primária à Saúde, Enfermagem do TrabalhoResumo
Objetivo: Com base na Teoria das Demandas e Recursos de Trabalho, este estudo examinou se os recursos
individuais de trabalho (capital psicológico positivo) e os recursos organizacionais (suporte organizacional percebido) moderam a relação entre as demandas de trabalho (conflito trabalho-família) e o resultado desejado no trabalho (bem-estar psicológico). Material e Método: Estudo transversal, descritivo, comparativo, correlacional e confirmatório, com amostragem de conveniência não probabilística,
incluindo 40 enfermeiras de cuidados primários de Portugal. Os dados foram coletados meio do EuSurvey
entre julho e setembro de 2024. Para a coleta de dado, foram utilizasos seis instrumentos culturalmente validados e adaptados, com níveis adequados de confiabilidade: 1) questionário sociodemográfico para identificar características gerais, contexto profissional e familiar; 2) Escala de Conflito Trabalho-Família de Carlson et al.; 3) Escala adaptada por Santos e Gonçalves para medir o suporte organizacional percebido; 4) Escala de engajamento no trabalho de Utrecht (UWES-9) de Schaufeli e Bakker; 5) Escala Compound PsyCap (CPC-12) de Lorenz et al. para medir o capital psicológico; e 6) Escala Ryff para avaliar o bemestar psicológico. Resultados: A maiora dos participantes foram mulheres com mais de 51 anos, em um relacionamento, com filhos, que trabalhavam de tempo integral, e das quais 50% possuíam rede de apoio. Apenas o capital psicológico moderou a relação entre o conflito trabalho-família e o bem-estar psicológico. Conclusões: Enfermeiras sem rede de apoio relataram níveis mais altos de conflito trabalhofamília, enquanto aquelas com apoio social apresentaram maiores níveis de bem-estar psicológico e suporte organizacional percebido. Esses resultados evidenciam a necessidade crítica de implementar intervenções organizacionais que promovam o desenvolvimento do capital psicológico, como programas voltados ao fortalecimento da autoeficácia, resiliência, otimismo e esperança.
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Copyright (c) 2025 Ana Paula Pinheiro Santana-Ruiz , João Nuno Ribeiro-Viseu , Cristian David Cifuentes-Tinjaca, António Esteves-Rosinha

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