EVOLUÇÃO CLÍNICA DE TRAUMAS PERINEAIS NO PÓS-PARTO VAGINAL E CUIDADOS DOMICILIARES RELATADOS POR PUÉRPERAS
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Palavras-chave:
Trauma, Períneo, Período pós-parto, Evolução clínica, Cuidado pós-natal, Cuidados domiciliaresResumo
Objetivo: Descrever e avaliar a evolução clínica dos traumas perineais decorrentes de partos vaginais nas primeiras 48 horas e entre o 7º e 13º dia pós-parto, bem como identificar os cuidados domiciliares que as puérperas
pretendiam realizar após a alta hospitalar. Material e Método: Estudo
observacional, descritivo, conduzido com 115 puérperas em maternidade
pública. Os dados foram coletados entre agosto de 2019 e fevereiro de 2020, e o estudo foi realizado em três etapas: revisão de prontuários médicos, aplicação de questionário e avaliação clínica dos traumas antes e após a alta. Os dados foram analisados por meio de estatística descritiva. Resultados: 63,4% eram multíparas; 60% apresentaram lacerações de primeiro grau, 30,4% de segundo grau e 9,5% foram submetidas à episiotomia. O comprimento médio das lesões foi de 3,14 cm e a largura média de 0,21 cm, com predomínio de exsudato e edema discretos. O conhecimento sobre cuidados domiciliares mostrou-se insuficiente. A avaliação pós-alta ocorreu presencialmente em 5,2%
dos casos e por teleconsulta em 79,1%. Houve deiscência de sutura em 4,1% dos casos. Conclusão: Embora a avaliação inicial não evidenciasse sinais clínicos relevantes, as reavaliações indicaram riscos e deiscência como desfechos desfavoráveis, reforçando a importância do acompanhamento
contínuo no pós-parto para permitir a detecção precoce de complicações e
adequada recuperação perineal.
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